Dom Pedro: Prefeito Galego Mota quer a remoção de 25 famílias e coloca 10 pais de família em risco de desemprego
PREFEITO GALEGO MOTA ASSINA ORDEM DE DESPEJO DE APROXIMADAMENTE 25 FAMÍLIAS EM DOM PEDRO
Dom Pedro, Maranhão - Cerca de 25 famílias que residem no bairro Vila Roseana, nas proximidades da antiga escola do matadouro, foram surpreendidas com uma notificação de reintegração de posse emitida pela Prefeitura Municipal de Dom Pedro. O documento, assinado pelo prefeito Galego Mota, exige que os moradores desocupem suas casas, que serão demolidas, e que não haverá indenização.
O caso ganha contornos de polêmica, já que a prefeitura, sob a mesma gestão, foi responsável por pavimentar a rua onde as famílias residem. Além das 25 famílias diretamente afetadas, a comunidade local teme o impacto da demolição em uma fábrica de cadeiras que emprega 10 pais de família, que correm o risco de ficarem desempregados.
Alguns dos moradores afirmam viver no local há mais de uma década. A notificação, entregue por escrito, tem revoltado a comunidade, que questiona a decisão da administração municipal.
Uma das moradoras, que preferiu não se identificar, desabafou: "Já moro aqui há oito anos, tudo o que consegui com muito trabalho, eu apliquei na construção da minha casa. E agora o prefeito Galego Mota quer nos expulsar daqui e nos deixar sem ter para onde ir".
A pavimentação da rua, que interliga a via ao bairro Vila Roseana, foi realizada recentemente por ordem do próprio prefeito Galego Mota, o que causa estranheza e indignação entre os afetados. A ação parece contraditória, uma vez que o investimento em infraestrutura sugere uma permanência das famílias no local, não a remoção.
Moradores judicializam a questão após impasse com o prefeito
Em uma tentativa de resolver a situação de forma pacífica, os moradores solicitaram e conseguiram uma reunião com o prefeito Galego Mota. No entanto, o encontro não produziu os resultados esperados. Segundo relatos dos presentes, o prefeito se mostrou irredutível em sua decisão, afirmando que não haveria negociação e que a decisão de demolição e remoção das famílias era definitiva.
Ainda de acordo com os moradores, o prefeito Galego Mota declarou que não haveria mais reuniões sobre o assunto e que a comunidade deveria sair do local o mais rápido possível. Diante dessa postura intransigente, as famílias decidiram que a única saída é buscar amparo na justiça e judicializar a questão. A expectativa é que, com a ação judicial, seja possível contestar a reintegração de posse e a falta de indenização, buscando uma solução que proteja o direito à moradia.
Até o momento, a Prefeitura Municipal de Dom Pedro não se pronunciou oficialmente sobre o caso. A reportagem tentou contato com a prefeitura, mas não obteve resposta.
O que é reintegração de posse?
A reintegração de posse é uma medida judicial que visa devolver a posse de um bem a quem detém o direito sobre ele, quando essa posse foi esbulhada (tomada de forma injusta e violenta). No caso de imóveis, a notificação é o primeiro passo para que o proprietário (neste caso, a prefeitura) possa entrar com uma ação judicial para reaver o bem, caso o ocupante não o desocupe voluntariamente.
A notificação é um documento que serve para dar ciência ao ocupante da necessidade de desocupar o imóvel em um prazo determinado. A ausência de indenização, conforme relatado pelos moradores, é um ponto crucial do conflito e pode ser contestada judicialmente.
VEJAM O VÍDEO DA RUA:

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